Hoje pela manhã, tive uma recaída. Pois é... Sei que todos dirão
que ter recaídas é algo relativamente comum durante o processo de
recuperação. Mas dá muita raiva! Bate aquela sentimento de
impotência diante do hábito e da imperiosa força das tendências.
Mais do que isso: vem aquele arrependimento junto com a impressão de
que demos mil passos para trás; dá “aquela coisa ruim” perto do
diafragma que sinaliza quando o emocional já está sabotando o nosso
físico. E eu estava até indo bem, sabe?! Pelas minhas contas
superficiais, estava há incríveis vinte e três dias sem “me
trair”. A terapia estava rendendo a experiência maravilhosa da
fantástica viagem para dentro. Amigos e familiares permaneciam ali,
o tempo todo do meu lado, entusiasmando minhas intenções, minha
tímida vontade de seguir em frente! Confesso, no entanto, que é
muito difícil. A abstinência certamente mereceria uma outra
história ao lado da história – uma sensação corrosiva de
aprisionamento aos terríveis, e velhos conhecidos, fluxos mentais de
pensamentos reiterados pela necessidade de algo. Acho que aquilo de
“ser gauche na vida”, Drummond escreveu pra mim! Mas não temo a
culpa. Realmente, fui fraco e devo confessar minha derrapada (meu
terapeuta sempre diz que isso representa importante passo para o
êxito). Vítima do próprio vício, hoje pela manhã, tive uma
recaída – mais uma vez, atendendo ao instinto, fui tentar ser bonzinho e acabei bancando o trouxa! Só digo
uma coisa: esse vício de ser BESTA ainda vai acabar comigo.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
ELEGIA À MUDANÇA
Como é bom ter na vida desenganos
Como é bom ter desencantamentos
Como é bom mudar de planos
Como é bom se dar um tempo
Como é bom cruzar o rio
Como é bom o entre águas
Como é bom ter desafios
Como é bom superar traumas
Como é bom ter desilusão
Como é bom abrir a mente
Como é bom sacudir o coração
Como é bom pensar diferente
Como é bom abafar a emoção
Como é bom o travar do dente
Como é bom aprender a lição
Como é bom seguir em frente
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
HUMANA(MENTE)
Tenho medo da sombra
Tenho medo da luz
Tenho medo do pagão
Tenho medo da cruz
Tenho medo pelo que rogo
Tenho medo do que não peço
Tenho medo do fracasso
Tenho medo do sucesso
Tenho medo do que é santo
Tenho medo do que é pecado
Tenho medo do frouxo pranto
Tenho medo do pranto abafado
Tenho medo do azar
Tenho medo da sorte
Tenho medo da vida
Tenho medo da morte
Tenho medo do que reverbera
Tenho medo do que é mudo
Tenho medo do nada
Tenho medo de tudo
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